Sobre A Autora
1.1
Sobre
A Autora
No verão de 1993 eu trabalhei
para Barry Rothman, o advogado que representou o pai do menino que acusou
Michael Jackson de abuso sexual infantil. Eu tenho 23 anos como secretária
veterana de litígio legal, com experiência recente como gerente de escritório
de advocacia. Estou atualmente realizando meu chamado ministério, como uma
missionária urbana, trabalhando com crianças em risco em Watts, Califórnia.
Esta é, de fato, a
minha primeira tentativa de escrever um livro. Uma das razões de eu ter
decidido vir e escrever este livro é porque eu estive guardando a informação,
que eu estou prestes a revelar, dentro de mim, desde 1993. Tenho feito várias
tentativas, desde o início do caso, de tentar conseguir essa informação para o
público, mas todos os meus esforços foram em vão. Minha primeira tentativa foi
dar essa informação para os investigadores que buscavam provas e informações
para provar o caso no tribunal. Após os investigadores iniciais e advogados
serem trocados e o curso do caso ir a uma direção diferente, nenhuma das informações
que eu forneci chegaram ao tribunal.
Em 1997, quatro anos
após as acusações de abuso sexual infantil terem surgido, pela primeira vez,
ouvi um editor falar em uma convenção, incentivando as pessoas a procurar em
seus corações e ver se tinham algo como um livro secreto dentro deles. Depois
de voltar da conferência, percebi que escrever um livro poderia ser o melhor
foro para colocar esta informação à diante. Isso permitiria ao público pesar a
informação apresentada e tirar suas próprias conclusões.
Já que eu nunca tinha
escrito um livro, e não sabia nada sobre escrever ou vender um livro, eu tinha
que fazer um grande esforço de pesquisa sobre o assunto. Depois de feito,
então, comecei a tarefa de escrever o primeiro rascunho. A fim de assegurar a
precisão, me debrucei sobre os fatos a cerca deste caso e incorporei o meu
conhecimento em primeira mão e trabalhei de forma que um leitor pudesse ver a
história se desenrolar da mesma forma que estava acontecendo atrás dos
bastidores em 1993.
Em mais de uma ocasião,
considerei sair do projeto por causa do estresse emocional e a ansiedade que o
processo estava me causando... Mas perseverei, imaginando que o tempo acabaria
por curar todas as feridas. Algo dentro de mim estava continuamente me roendo,
me obrigando a concluir uma tarefa que poderia ter sido dada a mim, como uma
parte do meu destino.
Como já mencionei
antes, eu não conheço pessoalmente Michael Jackson e não conheço ninguém que o
conheça. Eu só quero que o mundo saiba o que sei há anos. Não importa o que a
imprensa possa dizer sobre Michael Jackson, posso enfaticamente atestar a
inocência dele neste caso, porque eu estava lá.
Durante a explosão das
acusações de abuso sexual de crianças, todos os noticiários da imprensa estavam
lá, tablóides de revista e repórteres do mundo todo estavam tentando conseguir
uma declaração no campo de Chandler. Não somente o campo de Chandler evitava os
meios de comunicação como uma praga, como também se absteve de fazer uma
declaração e/ou manifestação de sua posição de qualquer jeito, quer seja sobre
as acusações de abuso sexual, quer seja sobre a alegada batalha de custódia
pelo o garoto Chandler, de 13 anos de idade, que estava acontecendo ao mesmo
tempo.
Não demorou até que o
menino de 13 anos de idade procurasse representação pela conhecida advogada
infantil, Gloria Allred, que chegou para defender a posição do garoto. Gloria
Allred afirmou que, "Estou pronta e
disposta a ir em frente com o julgamento." No entanto, dentro de um
par de dias após fazer essa declaração, ela se retirou do caso.
Razão, desconhecida!
Michael Jackson, por
outro lado, saiu em diversas ocasiões, pessoalmente e através de seus advogados
e investigadores, tornando inocência dele conhecida pelo mundo e garantindo aos
milhões de fãs dele, nacionais e internacionais, que ele seria considerado
inocente das horríveis acusações contra ele. A partir desta data, Michael
Jackson nunca foi indiciado por abuso infantil devido às acusações de 1993.
Havia um monte de
coisas sobre Michael Jackson sendo relatadas no noticiário e nos tabloides que
estavam simplesmente faltando com a verdade e, da mesma forma, havia muitos
eventos factuais que não foram noticiados, que foram fundamentais neste caso.
Um monte de informações falsas que foram noticiadas em todo o mundo levaram
milhões de pessoas a acreditar que Michael Jackson era culpado da única
acusação de abuso sexual infantil. Desde então, Michael Jackson fez muitos
ajustes na vida dele, em minha opinião, tentando viver abaixo da publicidade
negativa que ele suportou. Para uma pessoa que não se preocupa com sua imagem
ou tem papel de modelo, o escrutínio público não é tão importante. Mas para um
homem que sempre se preocupou com sua imagem, estilo de vida, e de ser um
modelo... A publicidade falsa negativa é mentalmente, fisicamente e
emocionalmente prejudicial para um homem inocente – Eu não me importo o quão
forte é a sua imagem pública.
Ninguém deveria ter que
jogar baixo e fornecer publicidade negativa apenas para recuperar um senso de
estabilidade emocional em sua vida. A justiça supostamente dá às verdadeiras
vítimas a oportunidade de fechar e curar.
É a hora de a verdade em torno das
acusações de abuso sexual infantil contra Michael Jackson contada. É hora de
acertar os ponteiros.
* * *
A primeira coisa que levantou
minha suspeita de que algo estava errado no escritório do Sr. Rothman foi a
incrível quantidade de segredo ele que mantinha de todos os empregados dele
quando veio para o caso Chandler. Em vez das habituais atividades que
aconteciam durante a maioria dos casos, o caso Chandler tornou a aparência mais
intrigante e conspiratória. Minha suspeita me levou a começar a fazer notas de
eventos em meu livro, com um calendário mensal de como elas estavam ocorrendo
(como referenciado no artigo de Mary Fisher: Michael Jackson foi vítima de
conspiração?). Eu não tenho ideia por que senti a necessidade de tomar notas de
eventos e declarações, porque naquela época eu não tinha ideia do que estava no
outro horizonte, além da evolução da batalha de custódia que estava
acontecendo.
Estava apenas anotando
as datas de minha própria recordação. Posso, no entanto, declarar,
verdadeiramente, que meu livro calendário de 1993 não estava sendo anotado
desde 1993.
Todos os registros do
meu livro com o calendário de 1993 foram escritos em sequência cronológica e
podem suportar o escrutínio de um teste de tinta forense. Em outras palavras, o
livro calendário que tem sido amplamente referido não foi alterado, e os
registros foram feitos, inicialmente, de minha própria referência e para
sacudir minha própria memória, antes de meu conhecimento sobre as acusações de
abuso sexual sendo lançadas contra Jackson.
Ninguém estava a par
das informações contidas neste livro, exceto minha família e amigos próximos,
que me ajudaram a viver com a ansiedade emocional que eu encontrei trabalhando
com o Sr. Rothman durante a investida neste caso. Minha única saída foi
confidenciar com a minha mãe e amigos próximos. A ajuda de minha mãe foi o
instrumento que me deu forças para contatar a equipe de investigação que
trabalhava para Michael Jackson quando a notícia das acusações de abuso sexual
infantil veio à tona.
Somente o conhecimento
da digitação de cartas e documentos judiciais, que provocaram a acusação de
abuso sexual de crianças, se tornou incômodo para mim. Embora suspeito, eu não
tinha ideia de que o caso se desenrolaria da forma como foi ou que isso estava
sendo levado para perto de onde passou. A única coisa que estava clara para
mim, apesar de todo o sigilo do escritório, era a batalha pela custódia da
criança. A acusação de abuso infantil estava sendo jogada de baixo da
superfície, portanto, não atraia qualquer atenção, até mesmo da equipe de
funcionários da casa.
Algo que era, e ainda
é, muito intrigante é o porquê o público, especialistas e os meios de
comunicação ignoraram fatos óbvios que apontavam a inocência de Michael
Jackson, (que irei direcionar em detalhe mais tarde)? Percebo que vivemos em
uma sociedade que gosta de ver os gigantes caindo, especialmente se esse
gigante é afro-americano e atravessou longas barreiras estabelecidas pela cor.
Não estou dizendo que a raça teve algo a ver com este caso – a ganância é um
demônio por si só. No entanto, por que muitos fatos que apontam para a
inocência dele foram varridos de lado e à voz de uma criança foi permitido
crucificar completamente o caráter de uma megaestrela que tinha vivido uma vida
impecável?
Megaestrelas do status
de Michael Jackson, tradicionalmente, vivem obscuros estilos de vida de drogas,
álcool, multi-casamentos e divórcios. O estilo de vida de Michael Jackson
começou a tomar algumas dessas características somente depois de suportar a dor
e a humilhação da acusação de abuso infantil. De algum modo, a mentira por trás
das alegações levou as pessoas a se esquecerem de quem ele realmente era e o
tipo de vida que ele tinha demonstrado ao longo de toda a vida dele. Por que,
de repente, o público esqueceu o Michael Jackson que apoiava milhares de
instituições de caridade ao longo dos anos, ajudou muitas crianças a alcançar
seus objetivos de educação, ajudou financeiramente escolas e apoiou muitas
fundações? Por que o público se esqueceu de que Michael Jackson havia passado
toda a vida adulta dele apoiando e ajudando crianças, sem feri-las?
A Bíblia diz que,
"você conhece uma árvore pelos frutos que ela produz". Por que nos
esquecemos do Michael Jackson que conhecemos desde os seus primeiros anos no
entretenimento, das milhões de pessoas bençoadas pelo talento incrível e vida
dele? Estes são os fatos que vão ao coração de quem Michael Jackson é. Seus
atos em relação às crianças apenas foram para apoiá-las, dar-lhes amor,
alimentá-las e mostrar-lhes a bondade – dando-lhes um sentido de esperança,
orgulho, oportunidade, amor e atenção. É uma pena que a coisa que ele mais
amava tenha sido usada como uma arma contra ele mesmo.
Infelizmente, histórias
humanitárias de pessoas ajudando uma a outra raramente fazem manchetes. Vivemos
em uma sociedade que gosta de ouvir notícias ruins e se alimenta de fofocas
viciosas. Ofensa e dor dominam os meios de comunicação e revistas
sensacionalistas. Mesmo criminosos notórios são elevados para o lugar do
estrelato. Apesar de vivermos em uma sociedade onde o sistema de justiça diz
que somos “inocente até que se prove a
culpa," a imprensa, muito negativamente, nos dessensibiliza a
acreditar no pior, até que a inocência de um homem ou de mulher possa ser
provada em tribunal.
Michael Jackson não foi
considerado culpado em um tribunal de direito. Ele foi considerado culpado pela
imprensa, nos corações e mentes de milhões de pessoas, em todo o mundo. A
imprensa estava sendo alimentada por relatos de qualquer um que tivesse
qualquer coisa a dizer que parecesse corroborar as acusações de abuso sexual
infantil. A imprensa estava disposta a pagar milhares de dólares a ex-funcionários
de Michael Jackson apenas por meras acusações de irregularidades cometidas por
ele.
Os noticiários operam
sob um sistema de comunicação de informações que irá chamar a atenção do
público, a fim de aumentar as vendas ou pontos de audiência. Embora não seja
culpa da imprensa que histórias sobre assassinatos, estupros, guerras,
tumultos, escândalo e abuso sexual de crianças, especialmente nas mãos de uma
figura pública, sejam um cartaz. É simplesmente a sociedade em que vivemos.
Alguns podem chamar de
sociedade sem Deus, mas mesmo assim, reportagens sobre pessoas ajudando um ao
outro, fazendo boas ações ou noticiando noticias positivas não chamam a atenção
do público, semelhante a sangue escorrendo em um escândalo sexual coberto com
marshmallows e cercado de creme. Produtores e editores estão sob constante
pressão para competir com outras redes e jornais. Eles não estão tentando mudar
a sociedade com reportagens positivas, saudáveis, inspiradoras e histórias
humanitárias, mas sim aumentar os índices de audiência. Há, no entanto,
segmentos de qualidade em toda programação dos noticiários que dão uma luz em
reportagens heroicas e humanitárias – só muito raramente relatadas– mas não
aumentam a audiência.
* * *
Nas páginas seguintes
abordarei também a acusação de extorsão feita contra o Dr. Chandler e o Sr.
Rothman. A minha opinião é a de que, se a acusação de extorsão fosse
investigada amplamente e vigorosamente como a acusação de abuso sexual infantil
foi, poderia ter respondido a muitas perguntas sem resposta.
A polícia não deixou
pedra sobre pedra ao investigar as acusações de abuso sexual infantil feitas
contra Michael Jackson. Eles interrogaram os antigos empregados dele e os
atuais, e em seguida viajaram para fora do país para investigar ex-funcionários
a respeito dos testemunhos deles sobre o que viram de inapropriado na conduta
de Michael Jackson com crianças jovens. Depois que milhares de dólares foram
gastos tentando indiciar Michael Jackson, não houve evidência crível para
corroborar a acusação de abuso sexual infantil contra ele.
Dezenas de crianças
foram entrevistadas; até mesmo os amigos das crianças que conheceram Michael
Jackson foram entrevistados. Todavia, nenhuma acusação de abuso sexual infantil
foi feita. Rapidamente, se tornou óbvio que os mesmos recursos que foram
empregados na tentativa de encontrar evidências contra Michael Jackson não
foram usados para investigar as acusações de extorsão que teriam limpado o nome
dele.
Michael Jackson foi
vítima do indesejável escrutínio público sem qualquer evidência ou prova por
muitos anos. Quando as acusações de abuso sexual infantil surgiram contra ele,
o público parecia aliviado por finalmente ter algo credível, em vez de dar-lhe o benefício da dúvida, ou mesmo o
benefício de seus direitos previstos na Constituição dos Estados Unidos. A
única justificativa que a imprensa poderia encontrar era a de que, em sua
opinião, "não é normal que um adulto
do sexo masculino, de 35 anos, gaste tanto tempo com crianças ou durma com
elas". Essa declaração foi mera especulação. Isso não prova culpa nem
invalida a inocência dele.
Nosso mundo envenenado
e desconfiado parece ter dificuldade em entender o amor puro e simples. Michael
Jackson, repetidamente, expressou o amor, admiração e carinho dele pela inocência
das crianças, revivendo a infância, que ele mesmo perdeu. Como muitos de nós
que conhecemos homens e mulheres que ainda vivem bem a infância deles em seus
40, 50 e até mesmo 60 anos. Basta ir a um parque de diversões nas assustadoras
montanhas-russas, é a nossa maneira de reviver os dias sem medo da infância.
Porque é difícil para nós compreendermos que uma pessoa que é limitada em sua
capacidade de conhecer e interagir com adultos em uma base diária, desde a
infância dela, encontre divertimento na pureza e inocência da companhia de uma
criança?
Esse tipo de afeição é especialmente comum para alguém que não fez ou não
teve seus próprios filhos. Pessoas como essas, tendem a adotar filhos de outras
pessoas como se fossem seus. No caso de Michael Jackson, ele sempre teve uma
criança em torno dele, a quem ele favorecia, e que, por fim, se tornaria o
companheiro de viagem dele. Em um tempo, costumava ser o macaco dele; em outro
tempo, foi Brook Shields. Diferentes companheiros – mesmo amoroso Michael
Jackson.
Não há dúvida de que o sistema penal é injusto com as pessoas pobres que
não podem contratar advogados particulares para defender o caso delas. No caso
de Michael Jackson, ele tinha os melhores advogados e investigadores que o
dinheiro pode comprar, mas você não começará a entender uma peça importante do
quebra-cabeça do por que Michael Jackson fez um acordo no caso até ler o
capítulo intitulado de 'Legalmente Falando'. Eu estava dentro dos
grandes detalhes para ajudar as pessoas que não estavam familiarizadas com o
sistema de Justiça dos Estados Unidos, para entender o que estava ocorrendo no
sistema judicial que motivou os advogados de Michael Jackson a aconselhá-lo a
resolver o caso, o quanto antes, em vez de seguir com ele. Teria de haver outro
motivo de evidência credível. Se eles tivessem obtido evidências credíveis da
culpa dele, Michael Jackson teria sido indiciado e acusado criminalmente pela
promotoria.
Em minha opinião, a única coisa pior do que alguém ser crucificado por um
crime que não cometeu, é ser crucificado por um crime que sequer foi acusado.
A única razão que estou vindo adiante com esse livro é estabelecer o
registro direito. É também minha esperança que ‘Redenção’ fará
exatamente o que isso implica — o resgate e libertação, cura e arrependimento a
todos os envolvidos.
Vários artigos e livros foram escritos expressando acreditar na inocência
de Michael Jackson. Só alguém de dentro pode explicar com precisão a cadeia de
eventos que levou às acusações de abuso sexual infantil. Na ausência de
qualquer evidência física para apoiar as alegações de abuso sexual de crianças,
todos os ângulos do caso devem ser explorados e devem receber o mesmo peso.
Vou examinar simples verdades que estavam nos olhando diretamente na nossa
cara o tempo todo. Os verdadeiros fatos deste caso são tão simples como 1, 2,
3... A, B, C. Tudo o que você, leitor, tem que fazer é colocar a cadeia de
eventos em ordem cronológica. Deixe a informação que foi noticiada em todo o
mundo falar por si. Em outras palavras, vamos ser honestos com nós mesmos para
uma mudança. Você é o juiz.
Para aqueles
que dizem que eu estou chegando apenas para ganhar dinheiro, estaria
subestimando meu principal objetivo ao escrever este livro.
Eu poderia ter vindo adiante muito antes de agora se fosse
movida a dinheiro. Dizer que estou surgindo para fins de notoriedade seria uma
típica suposição, mas isso também não é o correto – considerando que eu não
gosto de atenção pública. Se alguém dissesse que é hora para que a verdade seja
dita, você só tem que começar a riscar a superfície do meu motivo. Se você
concluir que é tempo de verdade e de justiça, eu diria BINGO! Você acaba de
conhecer o coração da autora deste livro.

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