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Sobre A Autora


1.1

Sobre A Autora

 

 

 

 

No verão de 1993 eu trabalhei para Barry Rothman, o advogado que representou o pai do menino que acusou Michael Jackson de abuso sexual infantil. Eu tenho 23 anos como secretária veterana de litígio legal, com experiência recente como gerente de escritório de advocacia. Estou atualmente realizando meu chamado ministério, como uma missionária urbana, trabalhando com crianças em risco em Watts, Califórnia.

Esta é, de fato, a minha primeira tentativa de escrever um livro. Uma das razões de eu ter decidido vir e escrever este livro é porque eu estive guardando a informação, que eu estou prestes a revelar, dentro de mim, desde 1993. Tenho feito várias tentativas, desde o início do caso, de tentar conseguir essa informação para o público, mas todos os meus esforços foram em vão. Minha primeira tentativa foi dar essa informação para os investigadores que buscavam provas e informações para provar o caso no tribunal. Após os investigadores iniciais e advogados serem trocados e o curso do caso ir a uma direção diferente, nenhuma das informações que eu forneci chegaram ao tribunal.

Em 1997, quatro anos após as acusações de abuso sexual infantil terem surgido, pela primeira vez, ouvi um editor falar em uma convenção, incentivando as pessoas a procurar em seus corações e ver se tinham algo como um livro secreto dentro deles. Depois de voltar da conferência, percebi que escrever um livro poderia ser o melhor foro para colocar esta informação à diante. Isso permitiria ao público pesar a informação apresentada e tirar suas próprias conclusões.

Já que eu nunca tinha escrito um livro, e não sabia nada sobre escrever ou vender um livro, eu tinha que fazer um grande esforço de pesquisa sobre o assunto. Depois de feito, então, comecei a tarefa de escrever o primeiro rascunho. A fim de assegurar a precisão, me debrucei sobre os fatos a cerca deste caso e incorporei o meu conhecimento em primeira mão e trabalhei de forma que um leitor pudesse ver a história se desenrolar da mesma forma que estava acontecendo atrás dos bastidores em 1993.

Em mais de uma ocasião, considerei sair do projeto por causa do estresse emocional e a ansiedade que o processo estava me causando... Mas perseverei, imaginando que o tempo acabaria por curar todas as feridas. Algo dentro de mim estava continuamente me roendo, me obrigando a concluir uma tarefa que poderia ter sido dada a mim, como uma parte do meu destino.

Como já mencionei antes, eu não conheço pessoalmente Michael Jackson e não conheço ninguém que o conheça. Eu só quero que o mundo saiba o que sei há anos. Não importa o que a imprensa possa dizer sobre Michael Jackson, posso enfaticamente atestar a inocência dele neste caso, porque eu estava lá.

Durante a explosão das acusações de abuso sexual de crianças, todos os noticiários da imprensa estavam lá, tablóides de revista e repórteres do mundo todo estavam tentando conseguir uma declaração no campo de Chandler. Não somente o campo de Chandler evitava os meios de comunicação como uma praga, como também se absteve de fazer uma declaração e/ou manifestação de sua posição de qualquer jeito, quer seja sobre as acusações de abuso sexual, quer seja sobre a alegada batalha de custódia pelo o garoto Chandler, de 13 anos de idade, que estava acontecendo ao mesmo tempo.

Não demorou até que o menino de 13 anos de idade procurasse representação pela conhecida advogada infantil, Gloria Allred, que chegou para defender a posição do garoto. Gloria Allred afirmou que, "Estou pronta e disposta a ir em frente com o julgamento." No entanto, dentro de um par de dias após fazer essa declaração, ela se retirou do caso.

Razão, desconhecida!

Michael Jackson, por outro lado, saiu em diversas ocasiões, pessoalmente e através de seus advogados e investigadores, tornando inocência dele conhecida pelo mundo e garantindo aos milhões de fãs dele, nacionais e internacionais, que ele seria considerado inocente das horríveis acusações contra ele. A partir desta data, Michael Jackson nunca foi indiciado por abuso infantil devido às acusações de 1993.

Havia um monte de coisas sobre Michael Jackson sendo relatadas no noticiário e nos tabloides que estavam simplesmente faltando com a verdade e, da mesma forma, havia muitos eventos factuais que não foram noticiados, que foram fundamentais neste caso. Um monte de informações falsas que foram noticiadas em todo o mundo levaram milhões de pessoas a acreditar que Michael Jackson era culpado da única acusação de abuso sexual infantil. Desde então, Michael Jackson fez muitos ajustes na vida dele, em minha opinião, tentando viver abaixo da publicidade negativa que ele suportou. Para uma pessoa que não se preocupa com sua imagem ou tem papel de modelo, o escrutínio público não é tão importante. Mas para um homem que sempre se preocupou com sua imagem, estilo de vida, e de ser um modelo... A publicidade falsa negativa é mentalmente, fisicamente e emocionalmente prejudicial para um homem inocente – Eu não me importo o quão forte é a sua imagem pública.

Ninguém deveria ter que jogar baixo e fornecer publicidade negativa apenas para recuperar um senso de estabilidade emocional em sua vida. A justiça supostamente dá às verdadeiras vítimas a oportunidade de fechar e curar.

É a hora de a verdade em torno das acusações de abuso sexual infantil contra Michael Jackson contada. É hora de acertar os ponteiros.

 

* * *

A primeira coisa que levantou minha suspeita de que algo estava errado no escritório do Sr. Rothman foi a incrível quantidade de segredo ele que mantinha de todos os empregados dele quando veio para o caso Chandler. Em vez das habituais atividades que aconteciam durante a maioria dos casos, o caso Chandler tornou a aparência mais intrigante e conspiratória. Minha suspeita me levou a começar a fazer notas de eventos em meu livro, com um calendário mensal de como elas estavam ocorrendo (como referenciado no artigo de Mary Fisher: Michael Jackson foi vítima de conspiração?). Eu não tenho ideia por que senti a necessidade de tomar notas de eventos e declarações, porque naquela época eu não tinha ideia do que estava no outro horizonte, além da evolução da batalha de custódia que estava acontecendo.

Estava apenas anotando as datas de minha própria recordação. Posso, no entanto, declarar, verdadeiramente, que meu livro calendário de 1993 não estava sendo anotado desde 1993.

Todos os registros do meu livro com o calendário de 1993 foram escritos em sequência cronológica e podem suportar o escrutínio de um teste de tinta forense. Em outras palavras, o livro calendário que tem sido amplamente referido não foi alterado, e os registros foram feitos, inicialmente, de minha própria referência e para sacudir minha própria memória, antes de meu conhecimento sobre as acusações de abuso sexual sendo lançadas contra Jackson.

Ninguém estava a par das informações contidas neste livro, exceto minha família e amigos próximos, que me ajudaram a viver com a ansiedade emocional que eu encontrei trabalhando com o Sr. Rothman durante a investida neste caso. Minha única saída foi confidenciar com a minha mãe e amigos próximos. A ajuda de minha mãe foi o instrumento que me deu forças para contatar a equipe de investigação que trabalhava para Michael Jackson quando a notícia das acusações de abuso sexual infantil veio à tona.

Somente o conhecimento da digitação de cartas e documentos judiciais, que provocaram a acusação de abuso sexual de crianças, se tornou incômodo para mim. Embora suspeito, eu não tinha ideia de que o caso se desenrolaria da forma como foi ou que isso estava sendo levado para perto de onde passou. A única coisa que estava clara para mim, apesar de todo o sigilo do escritório, era a batalha pela custódia da criança. A acusação de abuso infantil estava sendo jogada de baixo da superfície, portanto, não atraia qualquer atenção, até mesmo da equipe de funcionários da casa.

Algo que era, e ainda é, muito intrigante é o porquê o público, especialistas e os meios de comunicação ignoraram fatos óbvios que apontavam a inocência de Michael Jackson, (que irei direcionar em detalhe mais tarde)? Percebo que vivemos em uma sociedade que gosta de ver os gigantes caindo, especialmente se esse gigante é afro-americano e atravessou longas barreiras estabelecidas pela cor. Não estou dizendo que a raça teve algo a ver com este caso – a ganância é um demônio por si só. No entanto, por que muitos fatos que apontam para a inocência dele foram varridos de lado e à voz de uma criança foi permitido crucificar completamente o caráter de uma megaestrela que tinha vivido uma vida impecável?

Megaestrelas do status de Michael Jackson, tradicionalmente, vivem obscuros estilos de vida de drogas, álcool, multi-casamentos e divórcios. O estilo de vida de Michael Jackson começou a tomar algumas dessas características somente depois de suportar a dor e a humilhação da acusação de abuso infantil. De algum modo, a mentira por trás das alegações levou as pessoas a se esquecerem de quem ele realmente era e o tipo de vida que ele tinha demonstrado ao longo de toda a vida dele. Por que, de repente, o público esqueceu o Michael Jackson que apoiava milhares de instituições de caridade ao longo dos anos, ajudou muitas crianças a alcançar seus objetivos de educação, ajudou financeiramente escolas e apoiou muitas fundações? Por que o público se esqueceu de que Michael Jackson havia passado toda a vida adulta dele apoiando e ajudando crianças, sem feri-las?

A Bíblia diz que, "você conhece uma árvore pelos frutos que ela produz". Por que nos esquecemos do Michael Jackson que conhecemos desde os seus primeiros anos no entretenimento, das milhões de pessoas bençoadas pelo talento incrível e vida dele? Estes são os fatos que vão ao coração de quem Michael Jackson é. Seus atos em relação às crianças apenas foram para apoiá-las, dar-lhes amor, alimentá-las e mostrar-lhes a bondade – dando-lhes um sentido de esperança, orgulho, oportunidade, amor e atenção. É uma pena que a coisa que ele mais amava tenha sido usada como uma arma contra ele mesmo.

Infelizmente, histórias humanitárias de pessoas ajudando uma a outra raramente fazem manchetes. Vivemos em uma sociedade que gosta de ouvir notícias ruins e se alimenta de fofocas viciosas. Ofensa e dor dominam os meios de comunicação e revistas sensacionalistas. Mesmo criminosos notórios são elevados para o lugar do estrelato. Apesar de vivermos em uma sociedade onde o sistema de justiça diz que somos “inocente até que se prove a culpa," a imprensa, muito negativamente, nos dessensibiliza a acreditar no pior, até que a inocência de um homem ou de mulher possa ser provada em tribunal.

Michael Jackson não foi considerado culpado em um tribunal de direito. Ele foi considerado culpado pela imprensa, nos corações e mentes de milhões de pessoas, em todo o mundo. A imprensa estava sendo alimentada por relatos de qualquer um que tivesse qualquer coisa a dizer que parecesse corroborar as acusações de abuso sexual infantil. A imprensa estava disposta a pagar milhares de dólares a ex-funcionários de Michael Jackson apenas por meras acusações de irregularidades cometidas por ele.

Os noticiários operam sob um sistema de comunicação de informações que irá chamar a atenção do público, a fim de aumentar as vendas ou pontos de audiência. Embora não seja culpa da imprensa que histórias sobre assassinatos, estupros, guerras, tumultos, escândalo e abuso sexual de crianças, especialmente nas mãos de uma figura pública, sejam um cartaz. É simplesmente a sociedade em que vivemos.

Alguns podem chamar de sociedade sem Deus, mas mesmo assim, reportagens sobre pessoas ajudando um ao outro, fazendo boas ações ou noticiando noticias positivas não chamam a atenção do público, semelhante a sangue escorrendo em um escândalo sexual coberto com marshmallows e cercado de creme. Produtores e editores estão sob constante pressão para competir com outras redes e jornais. Eles não estão tentando mudar a sociedade com reportagens positivas, saudáveis, inspiradoras e histórias humanitárias, mas sim aumentar os índices de audiência. Há, no entanto, segmentos de qualidade em toda programação dos noticiários que dão uma luz em reportagens heroicas e humanitárias – só muito raramente relatadas– mas não aumentam a audiência.

 

* * *

Nas páginas seguintes abordarei também a acusação de extorsão feita contra o Dr. Chandler e o Sr. Rothman. A minha opinião é a de que, se a acusação de extorsão fosse investigada amplamente e vigorosamente como a acusação de abuso sexual infantil foi, poderia ter respondido a muitas perguntas sem resposta.

A polícia não deixou pedra sobre pedra ao investigar as acusações de abuso sexual infantil feitas contra Michael Jackson. Eles interrogaram os antigos empregados dele e os atuais, e em seguida viajaram para fora do país para investigar ex-funcionários a respeito dos testemunhos deles sobre o que viram de inapropriado na conduta de Michael Jackson com crianças jovens. Depois que milhares de dólares foram gastos tentando indiciar Michael Jackson, não houve evidência crível para corroborar a acusação de abuso sexual infantil contra ele.

Dezenas de crianças foram entrevistadas; até mesmo os amigos das crianças que conheceram Michael Jackson foram entrevistados. Todavia, nenhuma acusação de abuso sexual infantil foi feita. Rapidamente, se tornou óbvio que os mesmos recursos que foram empregados na tentativa de encontrar evidências contra Michael Jackson não foram usados para investigar as acusações de extorsão que teriam limpado o nome dele.

Michael Jackson foi vítima do indesejável escrutínio público sem qualquer evidência ou prova por muitos anos. Quando as acusações de abuso sexual infantil surgiram contra ele, o público parecia aliviado por finalmente ter algo credível, em vez de dar-lhe o benefício da dúvida, ou mesmo o benefício de seus direitos previstos na Constituição dos Estados Unidos. A única justificativa que a imprensa poderia encontrar era a de que, em sua opinião, "não é normal que um adulto do sexo masculino, de 35 anos, gaste tanto tempo com crianças ou durma com elas". Essa declaração foi mera especulação. Isso não prova culpa nem invalida a inocência dele.

Nosso mundo envenenado e desconfiado parece ter dificuldade em entender o amor puro e simples. Michael Jackson, repetidamente, expressou o amor, admiração e carinho dele pela inocência das crianças, revivendo a infância, que ele mesmo perdeu. Como muitos de nós que conhecemos homens e mulheres que ainda vivem bem a infância deles em seus 40, 50 e até mesmo 60 anos. Basta ir a um parque de diversões nas assustadoras montanhas-russas, é a nossa maneira de reviver os dias sem medo da infância. Porque é difícil para nós compreendermos que uma pessoa que é limitada em sua capacidade de conhecer e interagir com adultos em uma base diária, desde a infância dela, encontre divertimento na pureza e inocência da companhia de uma criança?

Esse tipo de afeição é especialmente comum para alguém que não fez ou não teve seus próprios filhos. Pessoas como essas, tendem a adotar filhos de outras pessoas como se fossem seus. No caso de Michael Jackson, ele sempre teve uma criança em torno dele, a quem ele favorecia, e que, por fim, se tornaria o companheiro de viagem dele. Em um tempo, costumava ser o macaco dele; em outro tempo, foi Brook Shields. Diferentes companheiros – mesmo amoroso Michael Jackson.

Não há dúvida de que o sistema penal é injusto com as pessoas pobres que não podem contratar advogados particulares para defender o caso delas. No caso de Michael Jackson, ele tinha os melhores advogados e investigadores que o dinheiro pode comprar, mas você não começará a entender uma peça importante do quebra-cabeça do por que Michael Jackson fez um acordo no caso até ler o capítulo intitulado de 'Legalmente Falando'. Eu estava dentro dos grandes detalhes para ajudar as pessoas que não estavam familiarizadas com o sistema de Justiça dos Estados Unidos, para entender o que estava ocorrendo no sistema judicial que motivou os advogados de Michael Jackson a aconselhá-lo a resolver o caso, o quanto antes, em vez de seguir com ele. Teria de haver outro motivo de evidência credível. Se eles tivessem obtido evidências credíveis da culpa dele, Michael Jackson teria sido indiciado e acusado criminalmente pela promotoria.

Em minha opinião, a única coisa pior do que alguém ser crucificado por um crime que não cometeu, é ser crucificado por um crime que sequer foi acusado.

A única razão que estou vindo adiante com esse livro é estabelecer o registro direito. É também minha esperança que ‘Redenção’ fará exatamente o que isso implica — o resgate e libertação, cura e arrependimento a todos os envolvidos.

Vários artigos e livros foram escritos expressando acreditar na inocência de Michael Jackson. Só alguém de dentro pode explicar com precisão a cadeia de eventos que levou às acusações de abuso sexual infantil. Na ausência de qualquer evidência física para apoiar as alegações de abuso sexual de crianças, todos os ângulos do caso devem ser explorados e devem receber o mesmo peso.

Vou examinar simples verdades que estavam nos olhando diretamente na nossa cara o tempo todo. Os verdadeiros fatos deste caso são tão simples como 1, 2, 3... A, B, C. Tudo o que você, leitor, tem que fazer é colocar a cadeia de eventos em ordem cronológica. Deixe a informação que foi noticiada em todo o mundo falar por si. Em outras palavras, vamos ser honestos com nós mesmos para uma mudança. Você é o juiz.

Para aqueles que dizem que eu estou chegando apenas para ganhar dinheiro, estaria subestimando meu principal objetivo ao escrever este livro.

Eu poderia ter vindo adiante muito antes de agora se fosse movida a dinheiro. Dizer que estou surgindo para fins de notoriedade seria uma típica suposição, mas isso também não é o correto – considerando que eu não gosto de atenção pública. Se alguém dissesse que é hora para que a verdade seja dita, você só tem que começar a riscar a superfície do meu motivo. Se você concluir que é tempo de verdade e de justiça, eu diria BINGO! Você acaba de conhecer o coração da autora deste livro.

 

 
Devamını oku...

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Rotham - O Advogado


Parte 2

 

Os Personagens Principais

 

2.1

 Rothman – O Advogado

 

 

Barry Rothman foi o advogado que representou o Dr. Evan Chandler, pai do menino de 13 anos de idade que acusou Michael Jackson de abuso sexual infantil. Cheguei para trabalhar para ele, como secretária jurídica, durante o verão de 1993, através de uma contratante independente. O Sr. Rothman era um advogado do entretenimento bem conhecido em Century City, Califórnia. Ele representou e negociou acordos de música e concertos para muitos grupos de rock bem famosos e até mesmo para algumas lendas da indústria musical.  A decoração do escritório do Sr. Rothman estava preenchida com discos de ouro e platina pendurados nas paredes. O Sr. Rothman é muito distinto em sua aparência, muito bem vestido com "sal e pimenta" no cabelo. Naquele tempo em que trabalhei para ele, ele dirigia um Rolls-Royce Corniche 1977.

Se, entretanto, você andasse nos bastidores do escritório do Sr. Rothman, encontraria uma pessoa completamente diferente. De acordo com um artigo escrito por Mary Fisher da GQ, em 1994, “Rothman tinha uma reputação enganar as pessoas”. Ele era considerado um caloteiro profissional que não pagava a ninguém. Profissionalmente, recebeu repetidas ações disciplinares da Ordem dos Advogados do Estado.

Por razões de segurança, o escritório dele foi montado como Fort Knox. Ninguém poderia simplesmente entrar no escritório dele e ter acesso a ele de fora. Ele sempre entrou no escritório dele com extrema cautela. Durante as alegações de abuso sexual infantil contra Michael Jackson, ele sempre ligava para o escritório antes de chegar para ver se nada de anormal estava acontecendo antes de entrar. Era como se ele verificasse todos os dias se o caminho estava livre. Ou estivese verificando para ver se alguém estava esperando por sua chegada.

A entrada para o escritório do Sr. Rothman foi, então, criada para não deixar ninguém obter o acesso sem ser anunciado. O escritório tinha duas portas na frente –  uma levava para o saguão e a segunda levava para dentro do escritório. A porta que levava para dentro do escritório estava sempre fechada. A área da recepção tinha uma veneziana que só poderia ser aberta por alguém de dentro. Um interfone permitia à recepcionista se comunicar com qualquer um que entrasse no saguão da frente, sem eles terem acesso ao escritório. Uma vez que ela os identificava, murmurava para entrarem no escritório. Eu sempre me senti desconfortável sob o tal bloqueio e tranca.

Uma vez que o Sr. Rothman chegasse ao escritório, sua presença instantaneamente arruinaria o que era, até aquele momento, uma atmosfera tranquila. Sua chegada imediatamente criava uma atmosfera perturbadora e hostil de grittos, desgostos, e raiva. Minha melhor descrição de um encontro com o Sr. Rothman é um encontro real com um demônio da vida real , vindo direto das profundezas do inferno.

Embora eu nunca tenha conhecido um demônio na vida real saído das profundezas do inferno, depois de encontrar o Sr. Rothman, eu sabia o que seria a sensação.

Quando comecei a trabalhar como uma secrettária judicial, independenmente contratada,  para o Sr. Rothman, no verão de 1993, foi o início de uma relação de trabalho que nunca vou esquecer.

Como eu nunca tinha encontrado e nunca tive antes ou depois. O escritório dele consistia de uma secretária legal, uma recepcionista, e dois outros advogados associados, um homem e uma mulher. O Sr. Rothman não tinha respeito pelos os advogados que trabalhavam para ele. Eu costumava ouvi-lo, regularmente, gritando com eles como se fossem empregados e aborrecendo a advogada como se ela fosse uma criança. Eu nunca o vi tratar ninguém com respeito.

A recepcionista foi contratada na mesma época que eu. Ela era uma linda ruiva, de fala mansa, tímida, e uma jovem dama muito eficiente. O Sr. Rothman exigiu que ela fizesse o café todas as manhãs, colocasse o café dele e levasse em seu escritório, e o servisse em uma bandeja. Ele a tratava mais como uma garçonete que como uma recepcionista profissional de um escritório de advocacia.

 

É normal que a equipe de apoio sirva advogados e clientes com café e bebidas, mas é raro encontrar um escritório de advocacia que exige que a equipe profissional faça o café da manhã e o almoço diariamente ao advogado, bem como comprar a comida que será utilizada para consumo pessoal dele. O Sr. Rothman exige todos os itens acima. Ele ainda exigia que a recepcionista comprasse a comida dele antes ou depois do horário de trabalho. Estava escrito por todo o rosto dela que isto estava lhe causando muita humilhação e a estava rebaixando profissionalmente. Ela literalmente teve que esperar nas mãos e pés dele e fazer tarefas normalmente não exigidas de uma equipe profissional de um escritório de advocacia.

Em vez de ser grato pela disponibilidade dela em lhe prestar serviços comuns, o Sr. Rothman a tratava como um pelourinho. Ela estava sob ataque verbal diário pelo Sr. Rothman. Ele a humilhava e gritava pelo menor erro ou equívoco. Normalmente, as instruções dele não eram claras ou não eram completas e ele gritava com ela como se esperasse que ela lesse a mente dele. Ele frequentemente gritava com a força de seus pulmões a poucos centímetros do rosto dela. Ela teve de suportar cuspe voando em seu rosto, enquanto que, por medo, nunca disse qualquer coisa, porque ele era irracional. O jeito do Sr. Rothman frequentemente intimidava e ameaçava fisicamente. Quando ele estava no meio de um ataque de raiva completo, parecia que ele ia atacar você fisicamente a qualquer momento.

Eu nunca o vi sorrir para seus empregados. Quando ele sorria mostrava um conjunto de dentes brancos perolados que pareciam ter lhe custado uma grande quantidade de dinheiro. A recepcionista se sentava bem ao lado da porta externa do Sr. Rothman, e estava em sua linha de fogo e constantemente em lágrimas. O que fez dela uma pilha de nervos.

Para me manter respondendo emocionalmente as coisas que estavam acontecendo ao meu redor, eu mesma tive que me levar como uma verdadeira profissional. A atitude que tive que desenvolver, apenas para atravessar o dia era de que, "era apenas um trabalho". No entanto, após testemunhar constantes atritos, gritos e explosões emocionais, eu também me sentia emocionalmente esgotada no final de cada dia.

A única maneira de eu poder viver pacificamente com o Sr. Rothman era escondendo minha cabeça no meu trabalho e prestar muita atenção na qualidade dele. Para mim, foi uma sorte que minha qualidade de trabalho era excepcional, o que frequentemente me deu favorecimentos com a besta selvagem. Eu, no entanto, tive alguns conflitos com o Sr. Rothman. Principalmente sobre coisas pequenas e insignificantes. Ele iria encontrar um pequeno erro e tumultuar todo o caminho até a parte de trás do escritório como um guerreiro de Tróia, só para gritar comigo por um erro que você precisaria de uma lupa para ver. Eu queria simplesmente acalmar seu ataque de raiva e concordava no momento adequado para conseguir fazê-lo sair de trás de mim. Era necessário que você não discutisse com ele absolutamente. O que somente serviria para aumentar a ira dele. Você poderia se livrar dele rapidamente, se simplesmente não dissesse nada, além de "sim ... hum hum ... eu entendo ... tudo bem, irei corrigir isso".

Trabalhar para o Sr. Rothman, no entanto, foi um verdadeiro teste para nivelar minha própria fortaleza intestinal e filosófica. Todas as minhas percebidas noções e retificações não me prepararam para lidar com o caráter do Sr. Rothman. Na maior parte, o Sr. Rothman poderia agir de forma agradável comigo, porque era uma boa secretária legal e estava funcionando, para inicio de conversa, o suporte de uma boa secretária legal. Ele gostava da qualidade de meu trabalho e meu nível de profissionalismo.

Um ano antes, o Sr. Rothman estava situado na Sunset Boulevard. Ele, aparentemente, teve tantas secretárias, que não se lembrava de que eu estive temporariamente com ele uma vez. Ele me disse ao começar, que sua secretária anterior tinha acabado de sair e roubado uma grande quantidade de equipamentos de seu escritório, como uma máquina de escrever, gravador, máquina de fax, etc. No meu primeiro dia de trabalho, me contou sobre o incidente e eu pensei que era estranho que uma secretária legal profissional fizesse tal coisa. No entanto, depois de trabalhar para o Sr. Rothman e ter observando as táticas de empregador dele, eu poderia entender o porquê, apesar de não desculpar esse tipo de comportamento em qualquer circunstância.

De acordo com registros públicos, o Sr. Rothman apresentou falência, em 1992, com dívidas no total de quase um milhão de dólares. Ele se mudou do escritório Sunset Boulevard devendo à administração do Folb 53.000 mil dólares em aluguel, alegando que a segurança do prédio era inadequada, o que causou a ele a perda no valor de 6.900 dólares em equipamento de escritório, no assalto da secretário. O equipamento de escritório que ele me disse que foi roubado de seu escritório não somava 6.900 dólares. Isso demonstra a ética do Sr. Rothman em tratar as responsabilidades financeiras dele — como será discutido mais tarde, eu testemunhei isso em várias ocasiões.

Registros públicos indicaram também bens pessoais fictícios ou pertencentes a corporações. Este é um esquema corporativo bem conhecido, que é projetado para proteger seus ativos, se alguém processá-lo. Requer que você abra várias corporações, uma para atuar como uma corporação de posse (que detém todos os seus ativos) e uma para atuar como uma empresa de fachada (que fica dormente até ser preciso começar uma nova corporação, imediatamente após extinguir a existência daquela).  Quando a corporação operacional cai em apuros devido a processos, taxas de penhor, etc., você leva sua empresa de fachada para fora da proteção, abre uma conta bancária, e estará de volta aos negócios, no dia seguinte, como uma nova empresa. Porque os ativos são pertencentes à corporação, isto mantém os ativos corporativos sem serem cobrados quando alguém processa a empresa principal. A entidade corporativa que está segurando os ativos não pode ser processada porque é especificamente criada para ser uma corporação de posse que não se envolve em negócios. Portanto, o esquema corporativo é que, quando a corporação principal é processada, não tem bens a serem cobrados para pagar o julgamento. Na realidade, porém, um incisivo administrador pode encontrar ativos onde quer que eles estejam expostos e expor os esquemas corporativos.

O Sr. Rothman é um empresário esperto. Ele tinha todos os seus bens protegidos. Mesmo o titulo de seu Rolls-Royce foi transferido para uma empresa fictícia que ele controlava seis meses antes do pedido de falência. A sua papelada da corporação listava endereços fraudulentos para diversas de suas corporações. O Dr. Chandler contratou o Sr. Rothman por causa de antiéticas relações de negócios dele. Ele precisava de alguém que não se importasse de driblar e/ou quebrar as regras.

Outro fato muito interessante sobre o Sr. Rothman, em menor nota, é que ele tem um irmão gêmeo que também é advogado. Foi dito a mim que o irmão dele é um gêmeo idêntico. Estranhamente, eu notei que ele não recebeu qualquer telefonema do irmão no tempo inteiro que trabalhei para ele. É difícil para eu imaginar o Sr. Rothman sendo uma dupla.

Raramente familiares ou amigos chamavam pelo Sr. Rothman no escritório. Ocasionalmente, sua governanta iria chamá-lo a respeito de coisas a cerca da casa. A maioria das ligações vinha de clientes ou credores deixando mensagens ameaçadoras para ele ligar para eles. Um credor chamou e ameaçou “mandar apagar" o Sr. Rothman se ele não recebesse o pagamento. Dispensável dizer que quando ele chegava ao escritório era a única chamada que ele retornava imediatamente!

Recordo também de o Sr. Rothman sendo um fumante de cigarros que não obedecia às leis que proibiam o fumo em um edifício público. Fumava aonde quer que ele quisesse — em seu rosto ou em sua mesa. Ele mantinha um cinzeiro na mesa de todos, para que pudesse andar por todo o escritório e ter acesso a um cinzeiro onde quer que fosse. Ele tinha o mau hábito de colocar o cigarro no cinzeiro de sua mesa, esquecendo-o, e, então, se afastava com ele ainda queimando. O cheiro de fumaça realmente me incomodava, mas sabia que seria inútil pedir a ele para não fumar no escritório ou perto de mim. Ele me criticou, uma vez, por fazer esse pedido. Eu decidi esperar o meu tempo e caminhar levemente até que conseguisse sair de seu escritório.

O Sr. Rothman controlava o escritório dele como um campo de concentração. O objetivo dele sempre foi impor dor, humilhação e desvalorizar você, então, ele poderia se sentir superior. Em seus olhos, havia somente duas classes de pessoas, patrão e empregados. Mesmo os advogados associados dele eram rebaixados à classificação de empregados, porque não os tratava de forma diferente. Ele poderia bradar e bufar e humilhá-los publicamente como pessoal de escritório. Éramos todos igualmente abusados.

Minha mesa era localizada atrás do escritório do Sr. Rothman, apenas a alguns pés de distância da grande sala de conferência. A maioria das reuniões realizadas durante o caso Michael Jackson se realizou nessa sala de conferência que me permitia ver e ouvir uma grande negociação... do encontro entre o Sr. Rothman e o Dr. Chandler, encontros entre o Sr. Rothman e o Sr. Pellicano (investigador de Michael Jackson), e reuniões com o Dr. Chandler, a ex-mulher dele, o marido dela e o Sr. Rothman. O garoto e o pai dele também passaram uma enorme quantidade de tempo nessa sala de conferência após as alegações de abuso sexual infantil vierem à tona.

Além disso, para a segurança do prédio, havia uma quantidade incrível de sigilo na casa, o que deu a impressão de que algo esquisito estava acontecendo. Normalmente, a equipe do escritório de advocacia, especialmente a secretária legal, é corresponsável pelos casos que estão sendo tratados pelo advogado(s). Eles estão envolvidos até o nível de pessoal de administração, pelo menos; nesses casos, eles digitam a correspondência, memorandos, lista de presença e estão com as mãos nos arquivos dos clientes. Lembro-me de colocar as mãos em outros casos do Sr. Rothman, mas não no caso Chandler. Quando chegava do Dr. Chandler, tudo era estritamente confidencial e os encontros eram realizados por trás de portas fechadas. Mesmo quando o Sr. Rothman estava conversando com os advogados associados dele e um telefonema chegava do Dr. Chandler, ele interrompia e caminhava por todo caminho de volta para seu escritório, fechava a porta e atendia a chamada em privado.

Apesar dessa segurança, eu fui capaz de recolher algumas informações acerca do caso por digitar algumas poucas alegações e correspondências. Não havia memorandos para arquivar, nem correspondências para memorizar as muitas conversas telefônicas. Somente os advogados associados ficaram a par do que estava acontecendo e a eles foi dito apenas o que o Sr. Rothman queria que soubessem. Eu, entretanto, ganhei o favor de uma advogada associada e aprendi muito sobre o Sr. Rothman, a prática e até mesmo alguns detalhes dentro do caso. Eu asseguro que as informações são confidenciais, porque era uma advogada que praticava o código de confidencialidade. Ela, no entanto, me deu uma melhor compreensão do que estava acontecendo no escritório e em torno do caso, especialmente quando se tornou de conhecimento público.

Duas semanas antes da alegação de abuso sexual de crianças vir à tona, nossa recepcionista de repente se demitiu. Ela disse que não poderia mais receber abusos do Sr. Rothman de agora em diante.

 

A escolha do momento foi infeliz para o Sr. Rothman, porque quando as acusações de abuso sexual infantil atingiram a imprensa, nossos telefones tocavam fora do muro constantemente.  Durante o tempo de seu emprego no escritório do Sr. Rothman, ela e eu nos tornamos boas amigas. Eu sempre a confortava quando o Sr. Rothman a levava às lágrimas. Falei para ela sair um par de vezes antes, mas poderia dizer que estava farta!

Ela não se sentia confortável falando para ele de seu plano de sair em seu rosto porque não confiava nele. Ela me informou de seu plano para ir ao banco depois de receber seu cheque de pagamento, descontá-lo e então chamar o Sr. Rothman no telefone e avisar a ele que sairia. Ela quis ter certeza que seu cheque seria descontado no banco antes dele saber de seus planos em se demitir. Sua partida improvisada nos deixou sem uma recepcionista pouco antes das alegações de Michael Jackson virem à tona. O Sr. Rothman se esforçou para substituir a recepcionista e me permitiu ver o quão sagaz ele realmente era.

Em um período de seis semanas nós passamos por uma série de recepcionistas substitutas. Não porque não foi possível encontrar uma recepcionista boa, mais porque nós não poderíamos encontrar uma recepcionista que pudesse se ajustar nas demandas do Sr. Rothman. A maioria das recepcionistas não duraria mais do que um ou dois dias. As que duraram de uma a duas semanas foram excepcionais. No entanto, em sua segunda semana, o Sr. Rothman criaria um grande tumulto sobre algo pequeno, ou simplesmente as irritava em cada questão pequena, até que ele conseguisse leva-las a caminhar para fora do trabalho. Uma vez que a recepcionista caminhava para fora do trabalho por causa de sua provocação, o Sr. Rothman simplesmente ligava na agência que ele as contratou e se queixava de SUAS deficiências e se recusava a pagar a conta. Eu vi o Sr. Rothman puxar esta acrobacia em no mínimo três ocasiões. Próximo a terceira vez, a agência começou a pegar o sábio esquema dele. Isto faria com que mudasse de agência e puxaria a mesma acrobacia na nova agência.

Quanto as recepcionistas, eu assisti uma garota se romper em lágrimas antes de sair do trabalho. Outra Recepcionista foi muito forte de coração, mas depois que o Sr. Rothman a malhava a fundo em questões menores, ela foi para o almoço e alguns drinques antes de voltar para o escritório. O Sr. Rothman reclamou à agência que era alcoólatra. Ela, obviamente, precisava de uma bebida para continuar a trabalhar com ele. Que atacou outra mulher em seu primeiro dia de trabalho e a deixou tremendo como uma folha. Ela foi capaz de lidar com a pressão, mas convidada a desistir em torno da segunda semana.

Mesmo alternando para diferentes agências, não funcionou. A palavra entre as agências deve ter se espalhado, levando-os a pedir dinheiro adiantado, antes sequer de enviar uma candidata para o nosso escritório. Era bastante incomum para uma agência pedir o pagamento em dinheiro antecipadamente — mas absolutamente necessário quando se lida com o Sr. Rothman.

Definição: Sabotagem - “Ato ou processo que tende a atrapalhar ou ferir. Subversão deliberada".

Subversão - "A causa da derrota ou destruição.”.

O Dr. Chandler descreveu o Sr. Rothman como "perverso, cruel e que iria destruir todos à vista, de alguma forma desonesta". Eu testemunhei a descrição do Dr. Chandler sobre o comportamento do Sr. Rothman quase que em uma base diária.

Na maioria das vezes os advogados são confiáveis e leva com funcionários e clientes, uma base profissional. Eles são mantidos num nível de alto padrão profissional e código de ética. Se você é capaz de se permitir pagar seu honorário legal, geralmente receberá qualidade e serviços profissionais. Eu sei que há pessoas que podem ter tido experiências desfavoráveis ​​com advogados ou escritórios de advocacia. Somente posso falar por mim mesma e o que ouvi de outros. Eu não quero que alguém leia este livro e pense que todos os advogados são como o Sr. Rothman. Ele está numa classe dele mesmo. Eu também não quero desencorajar ninguém a contratar um advogado caso precisarem de um, ou de trabalhar no campo legal ou ainda desencorajar alguém a se tornar um advogado.  O que experimentei com o Sr. Rothman, eu nunca experimentei com qualquer outro advogado ou escritório de advocacia em toda a minha carreira jurídica.

A profissão legítima é, para mim, um dos maiores campos para se trabalhar. É desafiador e cheio de excitação, com todos os níveis de profissionais, pessoas que trabalham lado a lado com o mesmo objetivo de vencer e proporcionando ao cliente o melhor atendimento e representação.

Os escritórios de advocacia em geral, fazem um trabalho espetacular para seus clientes. É compreensível que todos os lados não podem vencer e que alguém tem que perder, mais cada resultado não perdido é o trabalho do advogado que está fazendo um bom trabalho. As razões pelas quais um juiz ou júri termina tomando um lado do que outro é pouco compreendido. Pode ser devido a inúmeras razões, incluindo o lado da cama, em que o juiz se levantou na manhã do dia do julgamento. Em qualquer caso, ao menos, essa perda do advogado ou do escritório de advocacia pode geralmente os deixar tranquilos, sabendo que batalharam pelo justo, e montaram uma boa e justa luta pela causa de seu cliente.

Os deveres e obrigações de um advogado, como ele se relaciona com os seus clientes, de acordo com a Ordem dos Advogados da Califórnia são as seguintes:

a. ) Apoiar a Constituição e as leis dos Estados Unidos, e deste estado.

b. ) Manter o devido respeito aos tribunais de justiça e oficiais de justiça.

c. ) Aconselhar ou manter tais ações, medidas legais, ou defesas apenas como aparecem a ele ou ela válido ou corretamente, exceto a defesa de uma pessoa acusada de uma ofensa pública.

d. ) Empregar, com o objetivo de manter as causas confidenciais dele ou dela, tais meios apenas como consistentes com a verdade, e nunca procurar enganar o juiz ou qualquer oficial de justiça por um artifício ou declaração falsa de fato ou de direito.

e. ) Manter inviolado a confidência, para arriscar a preservação dos segredos dele ou dela, de seu ou sua cliente.

f.  ) Se abster de todas as personalidades ofensivas, e prosseguir sem nenhum fato prejudicial para a honra ou a reputação de uma parte ou testemunha, a menos que exigido pela justiça da causa com a qual ele ou ela está sendo acusado.

g.  ) Não incentivar também, o inicio ou a continuação de uma ação ou processo de qualquer motivo corrupto, motivado por paixão ou interesse.

h. ). Nunca rejeitar, por qualquer consideração pessoal para si mesmo, a causa da defesa ou opressão.

I. ) cooperar e participar de qualquer investigação disciplinar ou outro regulamentar, ou processo disciplinar pendente contra o advogado. No entanto, esta subdivisão não deve ser interpretada para privar um advogado de quaisquer privilégios constitucionais ou legais.

j. ) Cumprir com as exigências da Seção 6002,1.

k.) Cumprir com todas as condições anexadas em qualquer liberdade condicional disciplinar, incluindo a liberdade condicional imposta com a concordância do advogado.

l. ) Manter todos os acordos feitos no lugar da acusação disciplinar com a agência encarregada da disciplina do advogado.

m.) Responder prontamente as questões justificadas pelos clientes, e mantê-los razoavelmente informados dos desenvolvimentos em matéria de apreciação, de qual  procurador consentiu em prestar serviços jurídicos. 

n. ) Fornecer cópias para o cliente de certos documentos sob um tempo limite e prescrever na regra de conduta profissional que o conselho deverá adotar. 

o. ) informar a agência encarregada da disciplina do advogado, por escrito, dentro de 30 dias para que o advogado tenha conhecimento de qualquer dos seguintes: [omitido]

Regras de Conduta Profissional.

Quando advogados exercem influência indevida sobre os clientes ou tira vantagens injusta dos clientes, disciplina é apropriada. Veja e.g Magee v. State Bar (1962) 58 cal.2d423 [24 Cal. Rptr.839]; Lantz v. State Bar (1931) 212 Cal.213 [298 P.497].)
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O Garoto de 13 Anos de Idade


2.2

 O Garoto de 13 Anos de Idade

 

 

Michael Jackson conheceu o menino Chandler de 13 anos de idade, que viria a fazer as acusações contra ele, em uma agência locadora de carros. A agência era de propriedade de Dave Schwartz, o marido de June Chandler (June Schwartz), que é a mãe do menino que acusou Michael Jackson de abuso sexual infantil. Quando o carro de Michael Jackson quebrou, Dave Schwartz descobriu que ele estava indo a agência dele para alugar um carro. Ele chamou June Schwartz e lhe disse para trazer o filho de 13 anos de idade dela, que era um fã de Michael Jackson, para o escritório. Michael Jackson teve uma sensação de devoção em relação ao menino depois de ser dito a ele que foi enviada uma foto dele depois que o cabelo dele pegou fogo durante a filmagem de um comercial.

A partir do momento que Michael Jackson conheceu o menino eles se tornaram amigos. Michael Jackson começou a liga-lo e a cobri o menino e a mãe com presentes caros, idas a compras e viagens em todo o mundo, incluindo Mônaco e Paris.

Tive a oportunidade de conhecer o menino de 13 anos em duas ocasiões distintas durante o trabalho com o Sr. Rothman. A primeira reunião foi inesperada. Deparei-me com o menino de surpresa no escritório do Sr. Rothman, atrás de portas fechadas, quando estava me preparando para deixar o trabalho. Era necessário confirmarmos com o Sr. Rothman antes de sair, se ele precisava de alguma coisa antes de partirmos do escritório. O Sr. Rothman estava no escritório dele com as portas fechadas, o que geralmente significava que você tinha que bater primeiro.

Sem pensar, abri a porta do escritório para dizer adeus, e para minha surpresa, vi um menino em torno de 12 a 13 anos de idade na parte de trás do escritório do Sr. Rothman.

Eu sabia que ele era o garoto Chandler porque esse foi o único caso, em meu conhecimento, que o Sr. Rothman estava trabalhando que envolvia uma criança. Eu fiquei, porém, muito surpresa ao ver o garoto no escritório do Sr. Rothman desacompanhado de um dos pais. O menino, de igual modo, ficou surpreso quando abri a porta. O Sr. Rothman virou-se para mim ao entrar sem ser anunciada. Eu  não o tinha visto entrar no escritório, nem o Sr. Rothman anunciou que estava se encontrando com uma criança. Parecia como se esse encontro entre o Sr. Rothman e o garoto fosse um segredo. Olhei para o menino por um segundo e fingi que tudo estava normal antes de deixar o escritório. O menino tinha um olhar confuso no rosto dele quando entrei no escritório do Sr. Rothman. Isso me deixou muito desconfiada desse encontro entre o Sr. Rothman e o menino Chandler. Eu tinha o mais impressionante sentimento de que esse encontro tinha algum significado para as alegações de abuso sexual infantil e não para o caso de custódia, que também estava acontecendo entre os pais do menino. Esse encontro entre o Sr. Rothman e o menino Chandler teve lugar logo antes do menino ser levado para ver o psiquiatra, que mais tarde relatou as acusações de abuso sexual contra Michael Jackson.

A segunda vez que me encontrei com o menino de 13 anos foi depois das acusações de abuso sexual infantil atingirem os meios de comunicação. O Dr. Chandler e o filho dele vieram ao nosso escritório para se esconder do frenesi da mídia que surgiu imediatamente depois. Ninguém estava preparado para a resposta do público para as alegações. O Dr. Chandler estava com medo de ir para casa porque seu quintal estava cheio de redes de notícias e a mídia estava desesperada tentando encontrar ele e o filho dele, ambos estavam escondidos em nosso escritório. O Sr. Rothman exigiu que eu trabalhasse horas extras à noite para digitar alguns documentos legais para eles.

Enquanto o Sr. Rothman e o Dr. Chandler foram secretamente discutir os detalhes do próximo movimento deles na sala de conferências, o menino continuou a andar para trás e para frente entre a sala de conferências e a minha mesa. Lembro-me de que ele estava espantado com a minha capacidade de digitar mais de 100 palavras por minuto. Ele me perguntou: "Como você pode digitar tão rápido?" e ficou olhando para o meu teclado com espanto. Uma vez, quando estava perto da minha mesa, eu o perguntei como estava indo. Ele afirmou que estava bem.

Enquanto ele me observava, eu também o estava observando. Ele estava brincando com alguns brinquedos enquanto ouvia uma rádio no Walkman. Parecia estar se divertindo. Eu não tenho certeza se sabia exatamente o que estava acontecendo do lado de fora do escritório do Sr. Rothman, mas pelo menos naquele momento ele parecia estar se divertindo. De todas as aparências, ele parecia como uma criança perfeitamente normal interessada em jogar, ouvir a música dele e estava curiosa sobre tudo.

Observei o garoto entrar e sair da sala de conferências onde o pai dele estava nervoso dando voltas e voltas com o Sr. Rothman. O pai estava muito mais nervoso do que o filho. O menino parecia apenas ficar no próprio mundo imaginário, jogando, se divertindo e aparentemente sem preocupação com o que estava acontecendo com o mundo exterior.

Entendi por que Michael Jackson gostava dele. Ele era muito divertido, amoroso, de espirito caloroso e simpático. Eu me encontrei atraída pela personalidade calorosa e amorosa dele. Ele não era uma criança levada normal — era muito amável e tinha uma personalidade gentil. Não agia ou parecia como se tivesse sido prejudicado de alguma forma. Ele estava agindo como qualquer criança normal e bem comportada de 13 anos de idade.

Apesar de eu não ter experiência psicológica suficiente para saber como uma criança iria agir se tivesse sido abusada sexualmente, eu posso dizer que não havia nada de anormal sobre o comportamento, personalidade ou atitude dele. Na verdade, ele foi o único que manteve a calma e consolava o pai, que era uma pilha de nervos. Parecia como se o menino estivesse protegendo o pai, invés de o contrário. Estava mais preocupado com o bem-estar do pai do que o dele próprio.

Depois de observar o menino por um número de horas, eu não poderia deixar de especular, na minha mente, o que poderia levar uma criança a acusar falsamente alguém de abuso infantil? Especialmente alguém que amava e o valorizava como um bom amigo— especialmente alguém como Michael Jackson! A maioria das crianças daria o braço direito e perna para poder estar perto do superstar. Eu não conseguia parar de me perguntar como esse rapaz poderia ser sugado em um esquema como esse. O que poderia fazer uma criança tão inocente se tornar parte de tal esquema do mal?

Era óbvio, para mim, que o menino sentia uma sensação de deverem relação ao pai dele. Ele continuava andando para trás e para frente verificando o pai dele e perguntando se estava bem. Quando o pai tinha um ataque de nervos o garoto o tranquilizava e o acalmava. A situação entre o menino e o pai fez-me lembrar de quando eu costumava trabalhar para um jovem advogado que tratava de muitos casos de abuso infantil. Era sempre um procedimento para a assistente social perguntar a criança(s), depois de retirá-las do ambiente abusivo, se queriam voltar a viver com o pai. Em pelo menos 95% de todos os casos, a criança dizia "sim". Na maioria dos casos, a criança iria esconder e tentar proteger o pai, sabendo que ele estava errado ou mentido.

Eu sei, por experiência em primeira mão, como um pai manipulador pode e usaria o filho/filha(s) dele para incentivá-los a participar, ou ajudar a executar, um esquema desonesto. O pai frequentemente seduz e atrai os filhos para coparticipar, prometendo-lhes algo de grande valor, especialmente em casos em que há um divórcio ou separação. Ambos os pais tentam ganhar maior influência sobre o outro, oferecendo a criança prêmios maiores ou melhores. Parece que estão lutando pelo afeto do filho. Mas só um pai, ou alguém de grande influência, pode fazer uma criança substituir o senso de certo e errado dela. Afinal de contas, não são os pais que ensinam à criança os valores morais deles?

Outra técnica que vi usada pelos pais para ganhar influência sobre os filhos é colocar uma viagem de culpa sobre a criança, dizendo-lhes o quanto isso vai ajudá-los, se a criança cooperar e for adiante com o plano. Como eles serão capazes de fazer isso... ou aquilo... se a criança tocar adiante. As crianças podem ser muito imaginativas com o treinamento apropriado e instruções.

Apenas uma criança poderia ter feito Michael Jackson baixar a guarda. Parece que Michael Jackson somente errou porque confiava na inocência de uma criança. Como perdeu muito da própria infância e estava preso em um mundo de reclusão, ele poderia facilmente se identificar com uma criança por causa da personalidade infantil dele. Eu imagino que, para ele, estar em torno de crianças era como reviver a infância dele, que lhe foi roubada ao perseguir o estrelato.

Para Michael Jackson o beijo da morte, um moderno dia Judas, veio na forma de uma criança. Uma criança foi aparentemente usada para derrubar Michael Jackson, enquanto estaria sendo treinada e manipulada por adultos. A mesma criança a quem ele havia coberto de presentes, viagens e passeios. Apenas um par de meses antes de as alegações de abuso infantil virem à tona, o menino, a mãe e a meia-irmã dele acompanharam Michael Jackson em uma premiação em Marrocos. Antes da batalha de custódia entre os pais do menino, Michael Jackson se ofereceu para levar o menino, a mãe e irmã dele na Dangerous World Tour. Foi essa proposta excursão que ocasionou a batalha pela custódia.

A criança, no entanto, não poderia ter feito isso sozinha. É interessante notar que, antes das acusações de abuso infantil, o pai do menino estava tentando levantar dinheiro para produzir o próprio filme. O menino compartilhava o mesmo interesse do pai. Apenas alguns meses antes, em julho de 1993, o pai do menino coescreveu o filme, Robin Hood: Men in Tights, com Mel Brooks e David Shapiro. É de meu entendimento que a ideia para o filme veio do menino e o pai coescreveu com outros escritores. O filme foi um sucesso e lançado em cinemas do mundo inteiro.

A ideia de escrever Robin Hood veio do menino Chandler de 13 anos, muito antes de ele conhecer Michael Jackson. Fora de todas as notícias reportadas que ouvi sobre esse caso, o fato de que o menino e o pai tinham interesse em produção de filmes foi subestimado ou ignorado. Para ser capaz de escrever filmes, você deve ter uma imaginação fértil capaz de criar histórias lineares críveis. O menino e o pai demonstraram que eram criativos o suficiente para juntar as cabeças deles e colaborarem. Poderia a alegação de abuso sexual infantil ter sido mais um dos  trabalhos brilhantes de colaboração deles?

 

 
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Dr. Chandler - O Pai do garoto de 13 Anos de Idade


2.3

Dr. Chandler - O Pai do Garoto de 13 Anos de Idade

 

 

 

O Dr. Chandler, o pai do menino que acusou Michael Jackson de abuso de crianças, era um dentista de profissão, embora tivesse esperanças e aspirações de se tornar um roteirista.

Nasceu no Bronx em 1944. Mais tarde na vida se mudou para Los Angeles com a então esposa, June Chandler. O casamento dele com June terminou em divórcio, em 1985, e a custódia do único filho foi concedida a June Chandler.

A profissão dentária do Dr. Chandler primeiramente começou a descer ladeira a baixo com o resultado de inúmeras ações judiciais movidas contra o consultório odontológico dele. Ele então se mudou e montou o consultório em Beverly Hills operando com sucesso no momento das alegações de abuso infantil.

Dr. Chandler continuou a perseguir o sonho de se tornar um roteirista bem sucedido, e como já referi anteriormente, coescreveu o filme de Mel Brooks, Robin Hood: Men In Tights. Ele experimentou algum grau de sucesso com esse filme e tinha o desejo de ter mais um controle acionário em outro projeto semelhante. A fim de fazer isso, ele precisava de uma quantidade substancial de dinheiro.

Inicialmente o Dr. Chandler acolheu a amizade do filho com Michael Jackson, permitindo até mesmo que Michael Jackson ficasse na casa dele com o filho dele. Mas tudo isso começou a mudar quando o garoto de 13 anos e a família se tornaram mais próximos dele.

Especulou-se que o Dr. Chandler se tornou cada vez mais ciumento sobre a afeição do filho dele pelo superstar, especialmente porque o jovem garoto começou a faltar às visitações de fim de semana programadas com o pai.

Também se especulou que o Dr. Chandler deixou de passar muito tempo com o filho dele em razão da própria agenda. Quando Dr. Chandler percebeu que Michael Jackson estava roubando o afeto do filho dele, ele ficou furioso com a amizade deles. Eu me lembro de Dr. Chandler ficar muito chateado com a ex-esposa dele até mesmo considerar permitir que o filho deles viajasse com Michael Jackson na vindoura Turnê Dangerous. Isso significaria que o garoto seria tirado da escola e um tutor seria contratado para que ele pudesse viajar com o superstar. Isso, alegadamente, deixou o Dr. Chandler irado. Isso foi o começo da cadeia de eventos que desencadeou a ira do Dr. Chandler contra Michael Jackson e começou o tique-taque do relógio para as alegações de abuso sexual infantil.

Em uma conversa telefônica gravada secretamente entre Dave Schwartz, o padrasto do menino de 13 anos, naquela época, e o Dr. Chandler, Chandler admitiu que tinha sido orientado sobre o que dizer: e também admitiu que havia pagado as pessoas para se moverem contra Michael Jackson. Além disso, ele afirmou que tudo estava indo de acordo com um plano. Os detalhes dessa conversa não foram forjados falsamente. Esta foi uma gravação verdadeira entre o Dr. Chandler e Dave Schwartz, em que o Dr. Chandler admitiu que tinha um plano para destruir Michael Jackson se ele não conseguisse o que ele queria. E o que ele queria? A relação com o filho dele de volta? Arruinar o relacionamento entre Michael Jackson e filho dele? Não! Dr. Chandler havia especificamente declarado o motivo. Naquele momento, era o ciúme, porque percebeu que Michael Jackson estava roubando o afeto do filho dele e o levando para longe dele. Estava com raiva, tinha um motivo e viu uma oportunidade de ganhar dinheiro.

O Dr. Chandler, no entanto, não deixou o ciúme dele por Michael Jackson entrar no caminho e lhe pediu para construir uma extensão à casa dele, supostamente, para que ele pudesse ter mais espaço ao visitar o filho dele. Michael Jackson brevemente ficou entretido com a ideia, mas descobriu que a aquisição dele não seria aprovada pelos inspetores de construção, o Dr. Chandler, então, sugeriu que Michael Jackson simplesmente lhe comprasse uma casa nova. Ele já estava tentando capitalizar em cima da amizade do filho dele com Michael Jackson. Parecia que a mente dele já estava calculando uma maneira de colher algum tipo de lucro da amizade do filho com ele.

Dr. Chandler admitiu, nas próprias palavras dele, que ele havia "ensaiado sobre o que dizer" – "pago pessoas para jogar moverem-se contra Michael" e que, "havia um plano". Isso foi, em minha opinião, uma confissão de culpa. Por que não foi feito nada sobre essa admissão feita pelo Dr. Chandler? Essa gravação da conversa verdadeira foi divulgada em todo o mundo. Todo mundo ouviu o Dr. Chandler detalhar o plano dele para destruir Michael Jackson se ele "não conseguisse o que queria”.

Dr. Chandler afirmou ainda: "Isto vai ser maior do que todos nós juntos. A coisa toda vai cair sobre todo mundo e destruir todos à vista. Vai ser um massacre se eu não conseguir o que quero”.

Dr. Chandler ainda continuou a avisar Dave Schwartz, naquela mesma conversa telefônica que foi gravada, que ele havia contratado um advogado chamado Barry Rothman, porque ele era "DESONESTO, PERVERSO e CRUEL, e que iria destruir todos à vista". Ele também expressou, que uma vez que o plano dele fosse para frente ele iria "ganhar um grande momento". Eu não sou uma advogada da lei, mas em termos leigos, é como se ele houvesse expressado em primeiro grau que premeditou os motivos para extorquir dinheiro de Michael Jackson, tudo em uma frase – admitido pela boca dele e divulgado na TV nacional e internacional em todo o mundo.

Dave Schwartz perguntou ao Dr. Chandler, em numerosas ocasiões, se considerava as possíveis repercussões negativas que o caso poderia ter sobre o filho dele. Dr. Chandler respondeu "... isso é irrelevante para mim". E pela própria admissão dele, as ações não tinham nada a ver com o interesse do próprio filho.

 

* * *

 

Neste momento eu sinto que preciso mencionar que se o Dr. Chandler realmente acreditava que o filho dele havia sido molestado sexualmente, por que não foi à polícia como a maioria dos pais faria nessa situação? É instinto humano querer ver um criminoso ser levado à justiça pelos crimes dele. Quando o crime envolve uma criança, a intensidade em querer justiça, e não dinheiro, é algo ainda maior. Embora o nosso sistema jurídico nos permita ambos: a justiça e o dinheiro, nesse caso, o Dr. Chandler só foi atrás do dinheiro. Em vez de apresentar acusações criminais contra Michael Jackson, ele começou a negociar os termos de um acordo de um negócio de um filme de 20 milhões de dólares.

O Dr. Chandler parecia ser um homem muito inseguro, que foi dominado pela ganância. A Bíblia diz que "o amor ao dinheiro é a raiz de todo o mal". Dr. Chandler foi a síntese do que o amor ao dinheiro pode fazer a um indivíduo. Como a cobiça por dinheiro pode transformar uma pessoa em um monstro de olhos verdes, sem olhar para ninguém – incluindo o próprio filho. 

Talvez na mente de algumas pessoas o dinheiro possa resolver todos os problemas. Se assim o fosse, por que tantas pessoas com riqueza ainda não têm paz ou alegria na vida dela? Dinheiro não faz nada mais do que dar ao portador acesso a recursos naturais e serviços, mas não pode comprar a paz ou alegria. Paz e alegria só vêm de Deus e não pode ser comprado, mas sim dado. 

Dr. Chandler foi claro sobre as intenções dele desde o início. Ele afirmou na conversa dele com Dave Schwartz: “eu encontrei o mais perverso filho da puta que poderia encontrar..." e “tudo o que ele quer fazer é humilhar tantas pessoas quanto ele puder." Ele estava, é claro, falando sobre meu antigo empregador, Barry Rothman, e admitiu que esses são os traços chave do caráter do Sr. Rothman.
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